Paavo Nurmi (Finlândia)
O finlandês Paavo Johannes Nurmi, nascido na cidade de Turku no dia 13 de junho de 1897, é um de quatro atletas que conseguiram nove medalhas de ouro olímpicas (nessa lista não está Michael Phelps, recordista isolado de ouros, com 14). Um feito ainda mais impressionante se for considerado que suas medalhas foram ganhas nas mais exigentes provas de fundo e que, quando estava no auge, ele foi proibido de participar dos Jogos sob a acusação de profissionalismo.
Nurmi apareceu pela primeira vez nos Jogos de 1920 na prova dos 5.000 m, ganhando uma medalha de prata, atrás do francês Joseph Guillemot. Três dias mais tarde, superou Guillemot nos 10.000 m. Na sequência, ganhou a prova de cross country individual e ainda outra medalha de ouro, por equipes, conquistada facilmente pela Finlândia.
Carreira vencedora
No dia 10 de julho de 1924, nos Jogos Olímpicos de Paris, Paavo Nurmi realizou uma das maiores campanhas da história olímpica. Começou ganhando o ouro nos 1.500 metros antes de se impor, duas horas mais tarde, nos 5.000 m. No dia seguinte, um dos mais quentes em Paris, o finlandês venceu a prova de cross country (uma modalidade extenuante, de 10.000 m com obstáculos, que atualmente está fora do programa olímpico) com uma vantagem em relação ao segundo colocado de 1min24s6. Ganhou também outra medalha de ouro na mesma modalidade, por equipes.
No outro dia, enquanto a maioria dos seus companheiros ainda tentava se recuperar do esforço, Nurmi venceu a prova dos 3.000 m por equipes. Ele ainda tentou defender seu título nos 10.000 m, ganho em Antuérpia, porém os próprios treinadores finlandeses se recusaram a inscrevê-lo.
Voltando à Finlândia, ainda furioso pela proibição, Nurmi estabeleceu um novo recorde mundial nos 10.000 m, que duraria por mais de 13 anos. Em 1928, concluiu sua carreira olímpica com uma vitória nos 10.000 m e uma medalha de prata nos 5.000 m e nos 3.000 m com obstáculos.
Herói nacional, o corredor causou um dos momentos mais emocionantes da Olimpíada de Helsinque, em 1952, ao entrar no estádio carregando a tocha olímpica. Quando morreu na capital finlandesa, aos 76 anos, em 2 de outubro de 1973, teve um enterro com honras de Estado.
Outros destaques
- Suzanne Lenglen (França)
A tenista, que dá nome a um dos estádios do complexo do torneio de Roland Garros, faturou sem dificuldades o ouro olímpico em Antuérpia: foram cinco vitórias e nenhum set perdido na campanha do título. Ela ficou famosa também pelos títulos no Aberto da França e em Wimbledon.
- Irmãos Nadi (Itália)
Na esgrima, os irmãos Nadi conseguiram cinco medalhas de ouro e uma de prata. Nedo Nadi teve cinco ouros (florete individual, sabre individual e nas competições por equipes, florete, sabre e espada). Seu irmão Aldo ganhou três de ouro (florete, espada e sabre por equipes) e a de prata na prova individual de sabre.