Scheidt conta que maior coleção de medalhas do Brasil ficará escondida na casa do pai
Bruno Freitas
Do UOL, em Weymouth (Inglaterra)
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REUTERS/Pascal Lauener
Scheidt e Prada exibem a medalha de bronze da vela, ao lado de suecos (ouro) e britânicos (prata)
A maior coleção de medalhas olímpicas do Brasil não estará exposta em nenhuma galeria envidraçada para veneração. O velejador Robert Scheidt ganhou neste domingo o bronze na classe Star dos Jogos de Londres e se igualou Torben Grael como atleta do país mais vencedor no evento. No entanto, relatou que não oferecerá tratamento especial para as suas relíquias do esporte nacional.
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"Elas ficam na casa do meu pai em São Paulo, num lugar escondido lá", contou o medalhista de bronze dos Jogos de Londres.
Scheidt conquistou neste domingo a quinta medalha em Jogos Olímpicos, mesmo número de seu compatriota velejador [Torben Grael tem dois ouros e dois bronzes na Star e uma prata na classe Soling].
Nos anos de Laser, o velejador paulista conquistou o ouro em Atlanta-1996 e Atenas-2004 e a prata em Sydney-2000. Já ao lado de Bruno Prada na Star, já havia subido ao pódio na segunda colocação de Pequim-2008, também em derrota para os britânicos Ian Percy e Andrew Simpson.
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"Medalhar em todas as Olimpíadas, de Atlanta (1996) para cá, é algo para se orgulhar. É algo muito bom, não dá para ficar chateado", comentou o velejador de 39 anos, rebatendo a frustração sobre a expectativa de ouro nos Jogos de Londres.
Neste domingo, com o 7º lugar na “medal race” [regata final apenas para os dez melhores da classe, com pontuação duplicada], Scheidt e seu companheiro Bruno Prada caíram da segunda para a terceira colocação na Star. Os vencedores foram os suecos Fredrik Loof e Max Salminen, que reverteram uma vantagem antes confortável dos favoritos britânicos Iain Percy e Andrew Simpson.
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