1ª campeã em Londres tentou ser dançarina antes do tiro e admite: pressão tirou seu sono
Do UOL, em São Paulo
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REUTERS/Eddie Keogh
Siling Yi comemora a medalha de ouro no tiro esportivo, a primeira dos Jogos de Londres
Das 302 medalhas de ouro que serão distribuídas nos Jogos Olímpicos de Londres, uma acaba sendo especial e é marcada na história do evento: a primeira. E quem estreou o pódio como campeã veio da China: Siling Yi. Apesar de favorita para a conquista, esta competidora do tiro esportivo de 23 anos e apenas desde 2007 na modalidade fez apenas sua estreia e admitiu o nervosismo para cumprir as expectativas.
Yi chegou a Londres como líder do ranking, campeã mundial e conquistas na Copa do Mundo em sua modalidade, a carabina de ar em 10 m. Apesar disso, ela demorou a achar seu talento e chegou a tentar duas carreiras: a de dançarina e, no esporte, no atletismo.
Como estreante nas Olimpíadas, a chinesa admitiu que a pressão foi grande para que conquistasse o ouro, ainda mais para a China, que foi líder de conquistas na Olimpíada passada, em Pequim.
“Estava acordada desde as cinco da manhã, porque tinha muita pressão sobre mim. Creio que evolui e isso vai me fazer avançar na minha vida. É maravilhoso, estou muito feliz e agradecida à China, à minha mãe e meu pai”, afirmou a campeã, que não segurou as lágrimas na comemoração. “Agora sim me sinto relaxada.”
Por sua beleza discreta e por conhecerem seu passado como dançarina, alguns repórteres perguntaram se a conquista pode ser um trampolim para uma carreira em entretenimento, mas a atiradora negou.
“No momento não é uma coisa a se pensar. Depois de umas férias - estou fora de casa há mais de um ano - vou voltar a treinar normalmente, de olho nas próximas Olimpíadas. A honra de ganhar os Jogos é maior do que o esforço dos treinos”, explicou ela, à agência de notícias chinesa Xhinua.
Sobre a conquista, Siling Yi admitiu que precisou de um bocado de sorte para bater a medalhista de prata Sylwia Bogacka, da Polônia. A rival foi líder na etapa de classificação e dominou boa parte da final, mas pecou na pontaria em momentos decisivos.
“Minha regularidade me ajudou muito hoje e, ao mesmo tempo, acho que fui um pouco sortuda”, admitiu a campeã olímpica, que teve na plateia o presidente do Comitê Olímpico Internacional, o belga Jacques Rogge.
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