Dirigente diz que derrota de Leandro Guilheiro "mexeu" com o resto da seleção de judô
Gustavo Franceschini
Do UOL, em Londres (Inglaterra)
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Flávio Florido/UOL
Leandro Guilheiro em ação no seu dia de lutar; queda do brasileiro, favorito, mexeu com o resto da equipe
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O sucesso do primeiro dia veio acompanhado de uma sequência de fracassos e nenhuma medalha. A meta de quatro pódios ao fim da Olimpíada já está apertada, e a CBJ (Confederação Brasileira de Judô) trabalha para que os atletas que ainda não lutaram não sejam afetados pelas derrotas. A queda do favorito Leandro Guilheiro, no entanto, afetou parte da equipe.
"Não digo que abalou, mas o Leandro é uma referência, e isso mexe um pouco, não tem como negar. Nós reunimos a equipe ontem para conversar e dizer que isso aqui é uma guerra, e que é assim mesmo", disse Ney Wilson, coordenador-técnico da entidade, que citou Maria Portela, eliminada na estreia nesta quarta, como exemplo de atleta que sentiu a pressão dos Jogos.
Leandro Guilheiro chegou a Londres como líder do ranking olímpico da categoria até 81 kg e era um grande favorito a uma medalha. Sua derrota pegou todo mundo de surpresa em um momento em que o judô começa a ser questionado se o enorme sucesso do primeiro dia, com o ouro de Sarah Menezes e o bronze de Felipe Kitadai, não podem ter um efeito negativo.
"Nosso esporte é individual. O problema é não se envolver emocionalmente com o outro. Perder ou ganhar com o colega. Hoje, por exemplo, a Mayra não quis nem vir aqui", disse Ney Wilson.
Só o primeiro dia já garantiu ao Brasil o melhor desempenho de uma equipe em uma só edição dos Jogos Olímpicos, já que nenhuma vez um ouro veio acompanhado de qualquer outra medalha. Só que após o sucesso de Sarah e Kitadai, a seleção foi mal. Leandro Cunha, Erika Miranda, Mariana Silva e Maria Portela caíram na primeira luta, Bruno Mendonça e Rafaela Silva pararam nas oitavas, Leandro Guilheiro ficou na repescagem e Tiago Camilo perdeu a disputa do bronze.
Com isso, a meta de quatro medalhas, estipulada pela CBJ, depende da atuação de quatro judocas. Além de Mayra Aguiar, líder do ranking olímpico de sua categoria, entram no tatame Luciano Correa, Rafael Silva e Maria Suelen Altheman, com a dura missão de conseguirem mais dois pódios.
"Não estou super preocupado com as metas. Elas foram estabelecidas baseadas em rankings, em resultados anteriores, foram conversadas com os atletas. Eu acho que nós temos uma equipe homogênea e temos condição de chegar às quatro medalhas", concluiu Ney Wilson.
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