Olimpíadas 2016

"Não ligo se me chamarem de psicótico", diz marido de nadadora com 2 ouros

Clive Rose / Getty Images
Shane Tusup, marido e treinador de Katinka Hosszu imagem: Clive Rose / Getty Images

Guilherme Costa

Do UOL, no Rio de Janeiro

Em três dias de competições, apenas um atleta que disputa os Jogos Olímpicos de 2016 conseguiu coletar duas medalhas de ouro. O quadro individual de pódios do evento é liderado pela nadadora húngara Katinka Hosszú, 27, que venceu os 400 m medley e os 100 m costas. E isso alçou ao estrelato o norte-americano Shane Tusup, marido e técnico dela. Entre gritos e reações efusivas nas arquibancadas do Estádio Aquático Olímpico, no Parque Aquático da Barra da Tijuca, ele já foi retratado como cônjuge apaixonado ou como técnico cruel. No entanto, parece não ligar para nenhum dos rótulos.

“Não ligo se me chamarem de psicótico”, disse Tusup. “Também não ligo se disserem que sou emotivo. Somente nós dois sabemos verdadeiramente o que acontece no nosso relacionamento”, completou.

No início do mês, o “New York Times” publicou um artigo com algumas restrições ao comportamento de Tusup com Katinka. À publicação, a também nadadora Jessica Hardy chegou a dizer que nunca viu alguém tão duro: “Já vi treinadores terem esse tipo de comportamento, mas ele leva isso a outro nível”.

“As pessoas falam uma série de coisas. Uma vez disseram que eu fui muito duro numa conversa com ela, depois de uma prova. Eu perguntei para ela o que ela tinha achado, e a percepção foi outra”, completou Tusup.

A Rio-2016 é a quarta participação de Katinka em Jogos Olímpicos, e ela jamais havia conquistado uma medalha de ouro. No Brasil, além das duas vitórias, a húngara trucidou o recorde mundial dos 400 m medley – nadou quase dois segundos abaixo da marca anterior, que era da chinesa Ye Shiwen.

Chamada de “Dama de Ferro” pela resistência e por sempre ter programas muito extensos, Katinka divide com a espanhola Mireia Belmonte a agenda mais cheia entre as nadadoras da Rio-2016. Ela ainda tem três disputas individuais nos Jogos.

“A única meta que eu passei para ela é que ela consiga se divertir. Não estabelecemos nenhum objetivo para o que ela pode fazer aqui. Quero que ela entre nas provas e aproveite o que está vivendo. Trabalhamos muito para isso”, disse o marido da húngara.

“Eu vou estar lá gritando e tentando apoiar. Vou fazer barulho e tentar jogar toda a energia possível na piscina. Não ligo se for o único a gritar ou se fizer mais barulho do que as outras pessoas. Se isso a ajudar, tudo bem”, encerrou Tusup.

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