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Em montagem, Fernanda e Isabel buscam feito na vela, e Fabiana Murer, no atletismo
Do UOL Esporte
Em São Paulo
Até o início das Olimpíadas de Pequim, vela e atletismo eram as modalidades que mais tinham dado medalhas aos brasileiros na história. A primeira chegou com 14 pódios, uma a mais que a segunda. Porém, na China, o judô tratou de ultrapassar as duas modalidades e assumir a liderança, com 15 medalhas. De quebra, o esporte tornou-se o primeiro a ter uma mulher no pódio em um evento individual, com o bronze de Ketleyn Quadros na categoria até 57 kg. Os 15 velejadores e os 12 competidores do atletismo que se consagraram em Olimpíadas são todos homens.
| PROVAS QUE DARÃO MEDALHAS | |||||||||
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![]() Dupla brasileira da 470 pode levar as primeiras mulheres ao pódio | |||||||||
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Nas primeiras horas desta segunda-feira, as duas modalidades terão a chance de quebrar este estigma e levar mais uma mulher ao pódio. Na vela, a dupla Fernanda Oliveira e Isabel Swan inicia a última regata da classe 470 na terceira posição geral, com 58 pontos perdidos. A liderança é da Austrália, com Elise Rechichi e Tessa Parkinson, com 25 pontos, seguida pela Holanda, com Marcelien de Koning e Lobke Berkhout, com 43. Se estão um pouco distantes das ponteiras, as brasileiras têm quatro embarcações próximas de tomar o seu terceiro posto: Israel (Nike Kornecki e Vered Bouskila, com 62), Áustria (Sylvia Vogl e Carolina Flatscher, com 68), Itália (Giulia Conti e Giovanna Micol, com 69) e República Tcheca (Lenka Smidova e Lenka Mrzilkova, com 69).
É importante lembrar que a prova desta segunda, que tem início previsto para às 2h (horário de Brasília), terá valor dobrado em relação às outras dez regatas disputadas anteriormente. A medal race, termo usado para designar este último evento, também só terá a participação de dez embarcações e não poderá ser usada como descarte. Portanto, as brasileiras podem ficar com a prata ou até terminar na nona posição. A prata na classe viria com a dupla vencendo a regata e a parceria holandesa não passando do nono lugar. A medalha de ouro não pode mais ser alcançada por Isabel e Fernanda. Já a dupla masculina do 470 ficou em 17º lugar e não disputará a regata decisiva.
Por sua vez, o atletismo deposita sua esperança em Fabiana Murer nesta segunda-feira. A brasileira será a terceira das 12 competidoras a iniciar sua participação na final do salto com vara, que começará às 8h20. A atleta de Campinas chega com a terceira melhor marca da temporada (4,80 m, também a melhor da carreira), atrás apenas da russa Yelena Isinbayeva (recordista mundial, com 5,04 m) e da norte-americana Jennifer Stuczynski (4,92 m). Porém, além das duas, a russa Svetlana Feofanova e as polonesas Monika Pyrek e Anna Rogowska já superaram o sarrafo a uma altura superior a 4,80 m em suas carreiras.
Na final, a paulista acredita que se igualar sua melhor performance ela pode se tornar a primeira brasileira no pódio olímpico do atletismo. "Acho que 4,80 é medalha. E, como eu já saltei essa marca, fico mais tranqüila. Não tenho de enfrentar esse negócio de eu tenho que melhorar a minha marca para disputar medalha. Se eu repetir o que já fiz, posso ficar com a medalha. E lógico que eu quero mais, quem sabe quebrar o recorde sul-americano nas Olimpíadas", explicou.
Além da dupla da vela e de Fabiana Murer, outras mulheres podem já assegurar um lugar no pódio. São as componentes da seleção de futebol, que reencontram a Alemanha nas semifinais, às 7h, em Xangai. Será a oitava vez que as duas equipes se enfrentam, e o Brasil jamais venceu as européias. São quatro derrotas, uma delas na final da Copa do Mundo de 2007, e três empates, o último na primeira fase desta Olimpíada, quando a partida não saiu da igualdade sem gols, segundo a Fifa.
Se não bastasse o tabu no confronto direto, o ataque brasileiro também terá de superar a invencibilidade de 930 minutos da goleira alemã Nadine Angerer, que, inclusive, pegou um pênalti de Marta na final da Copa de 2007, quando a Alemanha vencia por 1 a 0 (o jogo terminou 2 a 0 para as alemãs). O vencedor já assegurará a medalha de prata e esperará EUA ou Japão, que duelam às 10h, na outra semifinal.
Outra garantia de medalha brasileira pode vir no vôlei de praia masculino, em caso de triunfos de Ricardo/Emanuel e Márcio/Fábio Luiz. Os atuais campeões olímpicos, que passaram sufoco na fase anterior, enfrentam os norte-americanos Gibb e Rosenthal, às 10h. Uma hora antes, Márcio e Fábio Luiz terão pela frente os austríacos Gosch e Horst. Se vencerem, as duplas brasileiras farão uma das semifinais. Ricardo e Emanuel, porém, foram derrotados em quatro dos seis confrontos contra a dupla dos EUA, enquanto a outra dupla nacional tem uma vitória e uma derrota.
O décimo dia de competições olímpicas ainda terá a estréia de Jadel Gregório no salto triplo, ao lado de Jefferson Sabino. Os dois entram na pista às 23h de domingo. Os velocistas Sandro Viana e Bruno Tenório disputam as eliminatórias dos 200 m rasos, Fernando Almeida busca a vaga nos 400 m rasos, e Anselmo Gomes compete nos 110 m com barreiras. O dueto Nayara Figueira e Lara Teixeira inicia a sua participação na prova do nado sincronizado com a rotina técnica, a partir das 4h de segunda-feira. Nos saltos ornamentais, o brasiliense César Castro disputará as eliminatórias do trampolim de 3 m, às 8h, a paulista Mariany Nonaka estréia no tênis de mesa contra a lituana Ruta Paskauskiene, às 23h45 de domingo, e Mariana Ohata disputa o triatlo, a partir das 23h.
Já nos esportes coletivos, o vôlei masculino tenta terminar a primeira fase na liderança do grupo e precisa da vitória sobre a Alemanha, à 1h, e o handebol masculino também necessita do triunfo diante da Espanha, às 23h45, para avançar às quartas-de-final.

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