Anunciado em Pequim nesta quinta-feira como embaixador da candidatura do Rio de Janeiro pelas Olimpíadas de 2016, Pelé afirmou que a dedicação pessoal ao projeto virá em segundo plano no confronto com sua agenda pré-estabelecida de compromissos comerciais.
O ídolo do futebol nacional informou que o empréstimo de prestígio à briga do Rio de Janeiro contra Madri, Tóquio e Chicago vai depender das lacunas de sua vida de garoto-propaganda internacional.
"Espero estar presente sempre que possível. O problema é que tenho meus compromissos com as empresas que tenho contrato, viagens e tal. Mas espero colaborar sempre que a agenda deixar", disse o ex-atleta de 67 anos.
Pelé ainda afirmou que a função que irá desempenhar não irá conflitar com a designação semelhante que já possui na organização brasileira da Copa de 2014.
Na cerimônia organizada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) na capital chinesa, o ex-jogador da seleção de futebol do país disse ainda que o primeiro evento, com organização já entregue ao Brasil, tende a colaborar com a campanha do Rio contra Tóquio, Madri e Chicago pelos Jogos de 2016.
"Não vejo conflito algum, estou aqui para ajudar. Até porque, com a Copa, já é meio caminho andado para termos as Olimpíadas", afirmou Pelé no evento desta quinta-feira em Pequim.
O campeão mundial nas Copas de 1958, 1962 e 1970 ainda afirmou desconhecer as bases de sua função no Mundial brasileiro daqui a seis anos, além do empréstimo de seu prestígio internacional.
"O Ricardo (Teixeira, presidente da CBF) ainda não definiu exatamente, não definiu o grupo de trabalho. Mas eu estou aí, como um voluntário", declarou o ex-jogador, ao lado de Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB.