UOL Olimpíadas 2008 Notícias

24/07/2008 - 09h37

COI tira Iraque das Olimpíadas por interferência política nos esportes

Das agências internacionais
Em Bagdá (Iraque)
O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu proibir a participação do Iraque nos Jogos Pequim, com a justificativa de que o governo do país dissolvera o conselho executivo do comitê nacional após o seqüestro do presidente do órgão há dois anos.

A agência de notícias Aswat al Iraq publicou nesta quinta-feira o conteúdo da mensagem enviada pelas autoridades olímpicas ao ministro iraquiano da Juventude e Esportes, Yasim Mohamed Yafar, para comunicar a decisão.

"Os convites feitos a atletas iraquianos foram retirados e serão oferecidos a outros países. Lamentamos essa medida, mas tivemos que ratificar a decisão tomada no dia 4 de junho", explica na mensagem o diretor de relações do COI com os comitês nacionais, Pere Miró.

A decisão anterior do COI suspendia temporariamente o Iraque por causa da interfêrência governamental no comitê olímpico nacional e de suas federações. O órgão funciona sem comando formal desde 15 de julho de 2006, quando o presidente Ahmed al Hiyie al Samarrai foi seqüestrado.

Desde então, nada se sabe sobre seu paradeiro, enquanto uma comissão interina encabeçada pelo ministro dos Esportes foi nomeada para chefiar o comitê. Foi justamente a eleição do presidente seqüestrado, em maio de 2003, que normalizou a situação do país junto ao COI e garantiu o país nas Olimpíadas de Atenas.

Em 2004, o Iraque só pôde participar após ter comprovado que Odei Hussein, filho do ex-ditador Saddam Hussein que promovia tortura a atletas dissidentes, estivesse fora do comitê olímpico nacional. Em Atenas, o Iraque quase ganhou uma medalha de bronze no futebol, mas foi derrotado pela Itália na disputa pelo terceiro lugar.

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