O impasse sobre a liberação de Messi pelo Barcelona para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim continua, e o jogador permanece com o restante da delegação do clube espanhol em um período de pré-temporada em Saint Andrews, na Escócia.
A delegação da seleção da Argentina viajou para o Japão, onde vai realizar um período de preparação e um amistoso antes da estréia em Pequim. O técnico do time olímpico, Sergio Batista, já mostra pessimismo com a ida da estrela para Pequim.
"Esperemos [que o impasse] se solucione imediatamente para que ele possa estar com a gente, mas está difícil, pois o Barcelona insiste em não liberá-lo", afirmou o treinador argentino.
Na sua estratégia para não liberar Messi, o Barcelona já pensa em somar forças junto a Fifa com equipes alemãs, como o Schalke 04 e o Werder Bremen, que não querem liberar atletas como os brasileiros Rafinha e Diego para a Olimpíada.
A negativa da entidade que rege o futebol mundial em firmar posição quanto a solicitação dos três clubes é vista pelos dirigentes do time catalão como uma prova de que eles têm razão em não liberar os jogadores para as Olimpíadas de Pequim, conforme apontou à
EFE uma fonte do Barcelona.
O time espanhol apelou junto a Fifa para pedir que Messi não integre a delegação argentina que viaja para se preparar para a Olimpíada, alegando que o torneio olímpico não faz parte do calendário do futebol da entidade. Como até agora não recebeu uma resposta da Fifa, o Barcelona interpreta que tem razão no caso.
Diante da controvérsia, o Barcelona já estuda propor uma solução alternativa. Messi ficaria com o time espanhol até o dia 12 ou 13 de agosto para a disputa do confronto de ida da fase prévia da Liga dos Campeões e depois rumaria para a China para a disputa da parte final do futebol olímpico.
Esta oferta, inicialmente, não parece ser do agrado da AFA (Associação de Futebol da Argentina). Entretanto, parece ser o única concessão que o Barcelona fará no caso, já que não obteve ainda uma resposta da Fifa e que outros clubes europeus também fazem o mesmo com jogadores brasileiros.
Apesar de não ter respondido à solicitação do Barcelona, a Fifa, no entanto, já afirmou que os clubes devem liberar os jogadores que tenham idade olímpica, como são os casos de Messi, Rafinha e Diego.