A saída do atacante Robinho da seleção brasileira que disputará os Jogos Olímpicos de Pequim parece não preocupar a delegação verde-amarela. Ao menos, foi isso o que deixaram transparecer os jogadores e o técnico Dunga antes de embarcarem nesta segunda-feira à noite para Paris, escala da viagem para Cingapura (local da preparação do time nacional).
"Já sabíamos que essas coisas poderiam acontecer. Infelizmente, isso aconteceu, mas contamos com um elenco forte. O Ronaldinho [Gaúcho] e o Thiago Silva vão resolver o problema", ponderou o treinador, citando os dois atletas com mais de 23 anos que defenderão o Brasil.
Segundo apurou a reportagem do
UOL Esporte na tarde desta segunda, Robinho foi vetado pelo Real Madrid como uma forma de represália à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) devido ao episódio envolvendo sua convocação para a Copa América em 2007. Na ocasião, a entidade nacional o chamou contra o desejo do clube merengue.
Mesmo lamentando a saída do atacante, o restante do elenco mostrou confiança em relação à campanha da seleção nas Olimpíadas antes de se dirigir para o vôo no Aeroporto Internacional de Guarulhos. "Ele tem muito talento e não poderá nos ajudar. Mas o Ramires atravessa grande fase e também tem todas as condições de desequilibrar", destacou o goleiro Renan, lembrando o volante do Cruzeiro, substituto de Robinho.
O auxiliar técnico Jorginho endossou o discurso do atleta antes de embarcar no Rio de Janeiro ao lado de Thiago Neves, Thiago Silva, Marcelo e Diego. Quando perguntado se o time iria sofrer com a falta do atacante do Real Madrid, ele preferiu destacar o bom rendimento de Ramires no ano.
"Conversamos com ele pela manhã. O Robinho fez tudo para estar com a gente, mas não era realmente o momento. Não era para acontecer. O Ramires já esteve conosco em outras oportunidades e vem muito bem no clube dele. É versátil, tem poder ofensivo, marca muito bem. Se encaixa em várias equipes e poderá nos ajudar muito", comentou o auxiliar.
Medalha de prata com a seleção brasileira nas Olimpíadas de 1988, em Seul, Jorginho ainda confirmou estar bastante ansioso para a disputa. Ele, inclusive, disse que usará a derrota do Brasil para a União Soviética de 20 anos atrás como forma de motivação para o atual elenco. "Estou levando minha medalha para mostrar aos jogadores que eu quero uma de ouro", completou.
Nesta terça-feira, os jogadores que saíram do Brasil se encontram em Paris com os outros atletas que já estão na Europa. De lá, toda a comissão vai a Cingapura, onde permanecerá até o início da disputa do torneio. No dia 28 de julho, a equipe nacional realizará um amistoso contra uma seleção local às 9h da manhã (horário de Brasília).