Rafael "Baby" Araújo e Chris Kaman foram selecionados no "draft" da NBA entre os dez primeiros. Chegaram à liga cercados de desconfiança por virem de modestas universidades norte-americanas. A semelhança pára por aí. Enquanto o brasileiro entrou no Pré-Olímpico de basquete sem clube, o alemão tem um megacontrato assegurado.
O duelo nesta sexta, às 13h30 (horário de Brasília), com o atleta do Los Angeles Clippers é visto por Baby como uma chance de mostrar que pode atuar em alto nível. O jogador não vai começar a partida como titular, mas deve receber longo tempo de quadra em dupla com Tiago Splitter.
"O técnico
[Moncho Monsalve] está dando uma oportunidade. É uma tática de jogo para enfrentar o Kaman e o
[ala-pivô Dirk] Nowitzki, que são dois caras altos", afirmou. "A minha vida toda eu esperei por isso."
Baby defendeu o Spartak St. Petersburg até março (quando sofreu uma artroscopia) após passagem frustrada pela NBA, em que teve média de apenas 11,9 minutos em três anos por Toronto Raptors e Utah Jazz. Kaman ingressou na liga um ano antes do brasileiro e chega à seleção alemã após sua melhor campanha, com médias de 15,7 pontos, 12,7 rebotes e 2,8 tocos pelos Clippers.
A oportunidade de enfrentar dois nomes estabelecidos da liga na Arena Olímpica ateniense salta aos olhos de Araújo e o faz lembrar o confronto com Tim Duncan, nas finais da Conferência Oeste de 2007.
"Estou me sentindo como se fossem os playoffs, quando entrei contra o San Antonio Spurs", disse. "Encarar jogadores de nível de NBA é uma oportunidade sempre boa. Tenho de fazer meu jogo na defesa, que é o mais importante de tudo."
O técnico Monsalve agora aguarda resposta do pivô em quadra. "Espero que aquele artista esteja concentrado", afirmou o espanhol, apontando para Baby. "É a chance para Rafael. Ele teve boa atuação no Torneio de Acrópolis e jogou de modo intenso contra o Líbano. Contra a Grécia ele não foi nada bem, porém. Espero que nesta sexta nos ajude a ganhar o jogo."