UOL Olimpíadas 2008 Notícias

18/07/2008 - 06h58

Jejum olímpico pressiona Brasil e Alemanha em Atenas

Giancarlo Giampietro
Em Atenas (Grécia)
De um lado, um país tradicional no basquete com títulos e medalhas. Do outro, um rival que vive de fenômenos esporádicos. Apesar da distinção entre seus históricos, Brasil e Alemanha se enfrentam nesta sexta-feira com a mesma pressão para findar um longo período sem participação nas Olimpíadas.

AP
Thiago Splitter é um dos destaques do time brasileiro que tenta superar a Alemanha
Reuters
A principal arma alemã é o pivô Dirk Nowitzki (d) , do Dallas Mavericks, da NBA
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O jogo, válido pelas quartas-de-final do Pré-Olímpico em Atenas, começa às 13h30 (no horário de Brasília), com acompanhamento ao vivo do Placar UOL Esporte. O vencedor enfrenta a Croácia, que despachou o Canadá, na briga direta por uma vaga a Pequim-2008, enquanto o perdedor dá adeus à competição e fica à espera de Londres-2012.

"Hoje é o jogo, não tenho muito mais o que dizer", afirmou o técnico Moncho Monsalve, que não costuma ser econômico em suas entrevistas. A seleção não disputa as Olimpíadas desde Atlanta-1996. "É a nossa final, o nosso jogo, a gente está aqui para isso. Em quadra serão cinco contra cinco, e quem tiver mais coração ganha", disse o pivô Tiago Splitter.

Sem as estrelas da NBA, o catarinense assumiu em quadra o comando de um time que teve pouco tempo de preparação com Monsalve e, ainda assim, apresentou mudanças significativas em seu padrão tático. O trabalho do espanhol, que não tem sua permanência confirmada no cargo após o torneio, será colocado à prova.

"Sabemos que nosso time tem muito talento, mas de nada vale se os resultados não vierem. Já discutimos isso bastante e temos consciência disso. Queremos muito a classificação", afirmou o ala-armador Marcelinho Machado, que pode fazer sua última partida pela seleção.

Já a Alemanha vislumbra sua maior chance olímpica com o reforço de Chris Kaman. O pivô se naturalizou às vésperas do torneio e forma uma dupla quase irresistível com Dirk Nowitzki, grande responsável pela subida do país à elite mundial. O astro também pode fazer sua despedida nesta temporada, o que contribui, e muito, para a urgência alemã.

A equipe européia amarga um jejum ainda maior sem participações nos Jogos - a última vez que disputou o evento foi em Barcelona-1992, quando ainda era liderada pelo ala Detlef Schrempf, outro atleta excepcional que colocou o time entre as potências.

"Sabemos que temos uma ótima oportunidade agora", afirmou o técnico Dirk Bauermann. "O Brasil é muito melhor que a Nova Zelândia [oponente na primeira fase], isso é certo. Então a partida é um grande teste para nossa equipe. A Grécia, por exemplo, já é um time muito bem rodado. Nós ainda precisamos passar por isso, ainda mais com Chris, que acabou de chegar."

O duelo entre os pivôs Splitter e Kaman é visto pelos treinadores como essencial para a definição do confronto, mas a seleção nacional também não pode se esquecer de Nowitzki.

"É um jogador fantástico, que vai marcar 30 pontos por jogo no basquete europeu. Não tem jeito. Mas temos de fazê-lo trabalhar para pontuar e baixar suas porcentagens de arremessos. A idéia é limitar seu jogo exterior", disse Monsalve.

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