16/07/2008 - 21h40
Para seleção, fator casa pesa em arbitragem contra gregos
Giancarlo Giampietro
Em Atenas (Grécia)
A seleção brasileira não encarou a arbitragem como uma desculpa para a derrota por 89 a 69 para a Grécia, nesta quarta, que valeu aos anfitriões a primeira colocação no grupo A do Pré-Olímpico, em Atenas. Mas os atletas acreditam que o fator de o time europeu jogar em casa contribui para a influência na decisão de marcações.
Os jogadores acreditam que a presença de quase 15 mil pessoas na Arena Olímpica seja uma cobrança inevitável em cima do trio de abritragem, comandado pelo espanhol Daniel Hierrezuelo e acompanhado por William Kennedy, dos Estados Unidos, e Bradley Giersch, da Austrália. E que essa cobrança tenha facilitado o jogo agressivo dos gregos.
"No decorrer do jogo, a arbitragem foi um pouco conivente com a marcação por pressão deles, muitas vezes de forma desonesta do jogo deles, de modo duvidoso", afirmou o ala-pivô Ricardo Probst. "Mas isso é de jogo. A gente sabe que, jogando na casa deles, mesmo com excelentes árbitros, eles sentem um pouco."
O pivô Tiago Splitter, habituado a atuar no ginásio ateniense em duelos de Euroliga contra o Panathinaikos, clube local, elogiou a atuação da seleção adversária, falou que o Brasil tomou uma lição, mas também tocou no mesmo tema. "É mérito deles", disse. "E talvez tenha acontecido um pouco a permissão do juiz, que deram a eles a ales a chance de colocar mais a mão na bola."
O abafa na saída de ataque dos oponentes é a principal arma grega para desestabilizar padrões de jogo e assumir o controle sobre o ritmo da partida. Para isso, fazem dobras em cima da bola e arriscam seus botes, com muito choque físico.
"Por algumas faltas que os juízes deram a mais e alguns contatos que achamos que não deveria valer, a gente pode ter perdido um pouco a cabeça e permitiu uma vantagem confortável", afirmou o ala Alex Garcia, co-capitão nacional.
A Grécia abriu 16 pontos de vantagem ao final do quarto período, com 66 a 50. "Tentamos fazer o máximo para buscar, mas não conseguimos", disse Alex. "É difícil falar sobre arbitragem porque também não fizemos um grande basquete."