Em seu primeiro grande desafio no Pré-Olímpico de basquete, a seleção brasileira adota um posicionamento ambíguo. O time aponta a Grécia como a melhor equipe da competição e dá como certa sua classificação para Pequim-2008. Ao mesmo tempo, não descarta uma grande surpresa contra os anfitriões. Os países se enfrentam nesta quarta-feira, às 16 h (horário de Brasília) para medir qual dessas linhas de raciocino está mais próxima da realidade.
Brasil e Grécia não tiveram problemas para destroçar o Líbano nas duas primeiras rodadas do grupo A da competição, que dá as últimas três vagas para as Olimpíadas. Agora jogam para definir quem avança às quartas em primeiro, de olho em fuga de um confronto com a Alemanha, de Dirk Nowitzki.
O técnico Moncho Monsalve já disse, mesmo depois da partida parelha contra a seleção no Torneio de Acrópolis, na semana passada, que a Grécia "com certeza" seria a campeã. Aquela partida, por outro lado, dá um pouco de esperança para um possível triunfo com a expectativa de ginásio lotado.
"Insisto: se mantivermos a defesa, o equilíbrio da equipe, a Grécia terá de fazer um grande jogo para ganhar de nós", disse o espanhol, que usou seu time reserva nos minutos decisivos do jogo amistoso. "No Torneio de Acrópolis, tomei uma decisão particular. Se eu não tivesse mantido os mais jovens até o fim, talvez pudéssemos ter vencido, mas não sei."
Os brasileiros tiveram um ponto de vantagem contra os gregos a 1min40s do fim nesse confronto preparatório, e Monsalve manteve em quadra um quinteto de substitutos. O jogo deu confiança à equipe, que depois bateu a Croácia e perdeu para a Austrália.
"Serve um pouco de parâmetro para provarmos que temos capacidade. Mas se entrarmos achando que vai ser um jogo igual, é capaz de eles darem uma surra em nós", disse o armador Marcelinho Huertas. "Sem dúvida é o melhor time e também é o anfitrião. Isso faz deles o time mais qualificado para conseguir essa vaga. É provavelmente Grécia e mais dois."
A organização do Pré-Olímpico espera um grande público para o duelo (às 22 h locais), bem próximo da capacidade de 18 mil pessoas da Arena Olímpica. "Aí é outra história", disse Huertas. "Jogar com ginásio cheio é outro ânimo, um ambiente que não tem comparação. Mesmo com a torcida contra, é muito melhor."
"Apesar de eles serem favoritos, a gente veio para ganhar e não para passeio. Então, se ganharmos esse jogo que ninguém imagina, pode ser um grande passo para a classificação."