"Eles são mais rudimentares". Adriano Geraldes dirigiu a seleção juvenil do Líbano no ano passado e atesta que a equipe asiática tem suas carências estruturais. A despeito dessas limitações, o técnico pede cuidado aos comandados de Moncho Monsalve para a estréia no Pré-Olímpico masculino de basquete, nesta terça-feira, contra o Líbano, às 16 h (no horário de Brasília).
Na avaliação do treinador da Hebraica, em São Paulo, os asiáticos representam uma ameaça à la Porto Rico, por ser um time com altos e baixos. "É um tipo de jogo latino, um pouco sem responsabilidade. Pode tomar de 30 pontos um jogo ou ganhar bem. Eles dependem muito da bola de fora e não têm tábua. Se entrarmos na correria, pode complicar."
No Mundial de 2006, o Líbano bateu a Venezuela e conseguiu uma surpreendente vitória contra a França, uma equipe recheada de jogadores da NBA. "É preciso que se tome cuidado, não dá para brincar", advertiu Geraldes.
O grande destaque libanês é o ala Fadi El Khatib, de 1,98 m e 29 anos, que teve média de 18,8 pontos por partida no Mundial e um jogo de 35 pontos contra os venezuelanos. "Ele é um trator", afirmou Geraldes.
O treinador também aponta os armadores como jogadores perigosos pela habilidade nos arremessos. Um desfalque considerável, porém, que deixa o rival bem enfraquecido é o pivô Joseph Vogel, lesionado. Sem ele, o time fica com o garrafão arrasado.
Monsalve já tem os números desses atletas e não quer saber de menosprezo ao oponente. "No papel, o Brasil tem de ganhar do Líbano. Seria impróprio que não ganhássemos esse jogo. Mas tem de estar firme em quadra, jogar com personalidade e determinação. É preciso respeitá-los para ganhar."