A um dia da estréia no Pré-Olímpico, o técnico Moncho Monsalve estava em dúvida em como abordar os jogadores da seleção brasileira de basquete, em Atenas. No fim, não foi necessária a hesitação, já que os atletas vieram conversar com ele sobre a partida contra o Líbano, pelo grupo A.
Na verdade, o espanhol nem sabia se deveria conversar sobre detalhes táticos com a equipe, com o receio de deixá-los mais tensos antes da estréia às 16 h (horário de Brasília). "Talvez fosse bom falar um pouco com eles. Mas foram eles que vieram a mim, para conversar", afirmou.
"O grupo está muito preparado e acredito que podemos fazer um bom papel. A equipe está muito concentrada. Eu pensava que veria mais ansiedade na equipe, mas eles estão muito bem."
O espanhol iniciou a preparação com a seleção em junho, com seis desfalques, e procurou ir à quadra com os atletas a cada período disponível para treino. Sua obsessão - e missão - é tentar adequar a equipe nacional a um padrão de jogo mais organizado e paciente em quadra. Um time que possa jogar com velocidade, mas sem cometer muitos erros, e com muita determinação na defesa.
"Ele deu uma cara para o time, e todos os jogadores que estão aqui sabem sua função e estão confiantes. É assim que podemos formar um time vencedor. O ambiente está muito bom e estamos com uma consciência muito maior em quadra", disse o ala-armador Marcelinho Machado, atleta criticado em versões anteriores da seleção pela precipitação nos arremessos.