UOL Olimpíadas 2008 Notícias

14/07/2008 - 13h56

Marcelinho tenta bloquear e adiar despedida em Atenas

Giancarlo Giampietro
Em Atenas (Grécia)
Marcelinho Machado sabe que vive seus últimos dias de seleção brasileira. Ele só quer, agora, adiar a despedida o máximo que puder, sem deixar que ela atrapalhe seu rendimento no Pré-Olímpico mundial. A equipe estréia nesta terça-feira, contra o Líbano, às 16 h (horário de Brasília).

Divulgação
Aos 33 anos, Marcelinho Machado é um veterano que nunca disputou Olimpíadas
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Aos 33 anos, o ala-armador já anunciou que vai se aposentar do time nesta temporada. A questão é saber se a trajetória vai se encerrar no torneio em Atenas ou em Pequim, nas Olimpíadas, evento que nunca disputou.

"Eu tenho isso na minha cabeça, mas agora está em um lugar que não quero mexer muito, não, porque isso pode influenciar em várias coisas no dia-a-dia de jogo. Estou evitando falar e pensar sobre isso", disse.

Machado está em sua 11ª temporada de seleção, de modo consecutivo. "Até nos anos em que não fomos para as Olimpíadas eu disputei alguns torneios", disse o capitão do time, que tem média de 15,3 pontos em competições oficiais.

Em mais de uma década com a seleção, Marcelinho foi um jogador que despertou muita controvérsia. Jogador mais talentoso de sua geração, ficou marcado pela fama de "fominha" nos arremessos de longa distância e não conseguiu grandes títulos. Seu maior feito é o tricampeonato no Pan-Americano - é o único na história com três títulos na modalidade nesse evento.

"Acho que a crítica acontece, é normal. Estou há 11 anos na seleção sem participar nas Olimpíadas, e isso com certeza pesa. Muita gente questiona a forma como apareci no basquete, com muito arremesso, às vezes até precipitado", afirmou. "Esse tipo de crítica sempre escutei e muitas delas me fizeram evoluir."

O técnico Moncho Monsalve, que trabalhou com o ala-armador no basquete espanhol, enxerga na Grécia um atleta diferente em ação. O veterano considera o carioca uma figura primordial na luta por uma vaga em Pequim.

"Ele está fantástico, melhorou muito no trabalho defensivo e tem um conhecimento de jogo ótimo. Agora, com 33 anos, é muito melhor do que o que jogou comigo com 28, 29", afirmou o treinador da seleção. "Não entendo como não teve destaque no Zalgiris Kaunas [potência européia da Lituânia, em que o brasileiro atuou na temporada 2006-2007]. Muitos jogadores dos outros países vêm me perguntar sobre ele."

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