O Barcelona vetou nesta terça-feira a participação do meia Ronaldinho Gaúcho nos Jogos Olímpicos de Pequim. Ainda assim, o jogador está confiante que irá defender o Brasil na competição e, inclusive, projeta a conquista de uma medalha na China.
"Sou muito positivo e não penso nada que não seja coisa boa. Só me imagino nas Olimpíadas fazendo coisas boas e conquistando a medalha", afirmou o atleta em um jogo de celebridades no clube "A Hebraica" em São Paulo.
"É uma alegria enorme ter a possibilidade de disputar duas Olimpíadas. Na minha cabeça é ir lá e conquistar o que deixamos escapar nas outras vezes [medalha de ouro]. Quero ir a Pequim e fazer história", completou o jogador que defendeu o país nos Jogos de Sydney, em 2000.
Quando perguntado se conseguiria a liberação do clube catalão, Ronaldinho despistou e mandou os jornalistas falarem sobre o assunto com seu irmão e empresário, Assis.
O parente de Ronaldinho mostrou confiança na permissão e acredita que poderá convencer o Barcelona a mudar de opinião. "Na vida tem disso. Com um consenso seria mais fácil, mas pela relação que temos com o Barcelona, estamos confiantes", comentou.
Por meio de um comunicado oficial divulgado em seu site, o clube espanhol exigiu que o atleta fosse reintegrado à equipe para realizar a pré-temporada no dia 14 deste mês. A mensagem ainda citava o regulamento da Fifa, que não obriga os clubes a cederem jogadores relacionados para o evento olímpico, sejam eles com mais de 23 anos ou não.
A convocação de Ronaldinho para defender o país em Pequim foi uma exigência do presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Ele disse que não podia ficar de braços cruzados ao ver a seleção brasileira em crise e a equipe olímpica desfalcada por jogadores que não foram liberados de seus clubes.
Ronaldinho chegou até mesmo a ter sua saída do Barcelona dada como certa. Diretores do clube catalão afirmaram que pretendiam vendê-lo caso recebessem uma boa proposta. O atleta ficou afastado dos jogos da equipe durante todo o fim de temporada na Espanha. A última vez que entrou em campo foi no dia 9 de maio.
Além de Ronaldinho, a CBF também deve ter problemas para conseguir as liberações de Diego e Rafinha, que defendem Werder Bremen e Schalke 04, respectivamente. Os dois clubes alemães também manifestaram nesta terça-feira o desejo de contar com os jogadores no próximo mês.