O técnico Dunga confirmou nesta quinta-feira que conta com Kaká, do Milan-ITA, para a disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim, que serão realizados em agosto. De acordo com o comandante da seleção brasileira, porém, a presença do meia como um dos três jogadores acima de 23 anos depende da boa vontade do Rubro-Negro italiano, que não vem demonstrando muita animação com a idéia.
"Espero poder convocar o Kaká. Conto com ele, mas temos de esperar a liberação do clube. Antes disso, não posso fazer nada", afirmou o treinador, deixando claro que a "campanha" pró Kaká na seleção olímpica já começou.
"Temos pessoas aptas e voluntárias que estão tentando fazer isso, chegar a um acordo com o Milan. Resta agora saber se elas serão capazes disso", frisou, referindo-se, provavelmente, ao ex-jogador da seleção, Leonardo, hoje dirigente do clube milanês.
Dunga demonstrou ainda irritação com a falta de participação da Fifa, que ainda não tomou qualquer posição sobre os problemas para a convocação de jogadores renomados, como Kaká, para a Olimpíada.
"A Fifa ainda não disse nada sobre quando os jogadores serão liberados para a seleção. Não deram uma data, nada. Ai fica difícil. Não tenho como planejar ou montar um time", disparou.
O auxiliar de Dunga, Jorginho, confirmou que existe uma pré-lista com 50 nomes possíveis a serem convocados para os Jogos Olímpicos. Contudo, a relação final ainda terá de passar por uma série de avaliações.
O Brasil nunca obteve muito sucesso em Olimpíadas, tanto que jamais conquistou medalha de ouro. Foi prata em 1984 (Los Angeles) e 1988 (Seul) e Bronze em 1996 (Atlanta). Em 2000 (Sydney), sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, acabou eliminado nas quartas-de-final e em 2004 (Atenas) sequer participou da competição.