Em seu retorno à seleção brasileira após quase um ano longe das convocações, a ponta Mari afirmou que está pronta para voltar a atuar pelo Brasil nas Olimpíadas de Pequim, e que não se surpreendeu com a decisão do técnico José Roberto Guimarães.
"Eu já esperava voltar e não tive problema nenhum com isso. Estou na seleção desde 2004 e venho jogando em todos esses anos. Nada mais justo do que eu ficar na equipe", justificou a jogadora.
Ausente da seleção desde a disputa dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, quando foi criticada por sua atuação, Mari evitou comentar sobre um possível desentendimento com o treinador Zé Roberto Guimarães.
"Não fui eu que me cortei da equipe, então eu não sei dizer porque saí. O importante agora é que eu voltei", afirmou a jogadora, que já foi comandada por Zé Roberto no Osasco, na seleção e também na equipe italiana do Scavolini Pesaro.
Confiante, Mari afirmou estar ciente da concorrência por uma vaga de titular, mas garante que a sua versatilidade pode ajudar a seleção na disputa do Grand Prix, que começa em junho, e das Olimpíadas de Pequim, em agosto.
"Acredito que ninguém tem lugar cativo no time. Cada uma pode jogar uma fase e ajudar um pouco a seleção. Todas têm condições de ser titular, mas eu seria uma espécie de coringa. Se o Zé Roberto tiver problema no meio e na saída de bola, eu posso ajudar no ataque. Também posso jogar na ponta, e me considero uma jogadora '3 em 1'", explicou.
Ao lado de Mari, a oposto Sheilla também foi campeã italiana pelo Pesaro em 2008. Ambas se apresentaram ao técnico José Roberto Guimarães nesta segunda-feira, e já fizeram dois treinos com o restante do grupo.
"Acho que a vitória no Campeonato Italiano serviu para fortalecer o vôlei brasileiro. Nós jogadoras ficamos mais confiantes, mas agora serão outros campeonatos totalmente diferentes", destacou Sheilla.
Caso seja confirmada entre as jogadoras que vão à China em agosto, a oposto disputará a sua primeira Olimpíada. Sem esconder a expectativa, Sheilla fez questão de afirmar que está pronta para o desafio.
"Há quatro anos estamos trabalhando, e agora está chegando perto. Tenho um pouco de ansiedade, mas acho que todo mundo tem. Quero fazer o melhor e ajudar o Brasil", disse.
Quanto ao futuro em clubes, a oposto ainda não tem destino certo. O Pesaro, equipe pela qual atua há quatro temporadas, quer renovar. Mas a oposto já recebeu outras propostas, inclusive de equipes brasileiras.
"Ainda não defini nada. Tenho vontade de voltar ao Brasil, mas na Itália o campeonato é mais forte. Em 15 dias eu decidirei em qual time vou jogar", finalizou Sheilla.