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07/05/2008 - 09h23

Zé Roberto admite disputa interna e elege corte como 'pior momento'

Paula Almeida
Em São Paulo
O técnico José Roberto Guimarães convocou 14 atletas para a disputa do Grand Prix, em junho, mas duas delas serão cortadas antes dos Jogos Olímpicos de Pequim. As posições de levantadora (Fofão e Carol Albuquerque) e líbero (Fabi) estão definidas, mas ainda não se sabe quais os destinos das ponteiras (cinco convocadas), meios-de-rede (quatro) e opostos (duas).

CBV/Divulgação
Zé Roberto ainda não definiu quem serão as duas cortadas antes de Pequim-2008
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O treinador garante que ainda não definiu quem serão as 'escolhidas' e aproveitará os amistosos contra os Estados Unidos no começo do próximo mês e o Grand Prix para eleger as cortadas. Mas, desde já, ele reconhece a dificuldade em tirar atletas do elenco.

"Com certeza esse é o pior momento para a mim e para a comissão técnica, mas a gente tenta amenizar ao máximo. Marca a vida de quem corta e de quem é cortada. È o sonho de qualquer atleta, mas infelizmente só posso levar 12", disse Zé Roberto, por telefone, ao UOL Esporte. "Levar numa boa, elas [jogadoras] nunca vão levar, pois é extremamente difícil".

No Grand Prix, o técnico aproveitará o regulamento, que lhe permite trocar uma jogadora por rodada, para experimentar o máximo possível de formações. Mas o formato ainda não o satisfaz por completo. "No Grand Prix, posso trocar só uma por fim de semana, e isso é ruim. Se eles permitem que a gente leve 14, deveriam deixar que trocássemos duas por final de semana. Seria mais salutar para a preparação, teria a chance de dar oportunidade a todas".

O fato de Mari atuar também como oposto e de Waleskinha ser uma meio-de-rede de origem faz com que as duas atletas, que jogam atualmente como ponteiras, tenham chances mínimas de sair do time. Outras jogadoras de ponta, como Sassá e Paula Pequeno, também são consideradas fundamentais na equipe. Jaqueline tem o mesmo status, mas sua situação física (tem um problema no joelho direito) ainda preocupa.

Joycinha é uma das mais jovens da equipe, com poucas convocações no currículo, fatores que fazem da oposto uma das prováveis vítimas da degola. Sobram para as centrais o fardo de terem uma cortada em potencial.

"Tudo depende do que acontecer nos treinamentos e nos jogos", pondera Zé Roberto. "Não dá pra ter uma receita de bolo em termos de equipe. Vamos ver o que o tome precisa, em que pontos ele pode se sentir tranqüilo".

Carol Gattaz é uma das principais ameaçadas ao corte, ao lado da parceira de posição Thaísa. Apesar disso, ela se diz tranqüila em relação à disputa interna. "Eu tento lidar com isso da melhor maneira possível. Se acharem que eu vou ser útil, então eu fico. Todas vão brigar", afirma a meio-de-rede, rechaçando qualquer rixa entre as atletas. "Pelo contrário, somos muito amigas. A gente nunca gosta que alguma seja cortada, mas acontece".

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