A última chance para a vela brasileira igualar, em Pequim, as chances de medalha que teve em Atenas, pelo menos no número de inscritos, começa nesta quarta-feira, na Nova Zelândia. Na madrugada, será disputada a regata de abertura do Mundial de Laser Radial, na praia de Takapuna. A classe é a última em que o Brasil ainda luta por classificação para os Jogos de Pequim, em agosto.
Atenas-2004 foi um marco na vela brasileira. O Brasil conquistou duas medalhas de ouro, dividiu com a Grã-Bretanha a liderança do quadro de medalhas da modalidade e ainda viu Torben Grael se tornar o maior da história da vela e do esporte olímpico brasileiro ao conquistar sua quinta medalha olímpica. Na Grécia, o Brasil tinha nove barcos olímpicos.
Para a China, já são oito os classificados. Brasileiros já estão garantidos nas classes 49er (André Fonseca/Rodrigo Duarte), 470 masculino (Fábio Pillar/Samuel Albrecht) e feminino (Fernanda Oliveira/Isabel Swan), RS:X (prancha a vela) masculino (Ricardo Winicki, o Bimba, campeão mundial de 2007) e feminino (Patrícia Freitas), Finn (Eduardo Couto), Star (Robert Scheidt/Bruno Prada, atuais campeões mundiais) e Laser (Bruno Fontes).
Nas outras duas classes do programa da vela olímpica, velejadores tupiniquins não têm mais chance. Na Tornado, o catarinense Bruno di Bernardi e o carioca Mário Tinoco terminaram o Mundial Pré-Olímpico na 33ª posição e falharam na busca pelas quatro vagas disponíveis. Na classe Yingling, o país nem mesmo teve representante, já que a classe não existe por aqui.
Na Nova Zelândia, as principais esperanças verde-amarelas estarão no barco da paulista Adriana Kostiw, veterana dos Jogos de Atenas na classe 470. Ela chegou à Nova Zelândia no último fim de semana e é o nome mais forte do Brasil na classe.
A vaga, porém, não virá com facilidade. Depois do Mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela), disputado no ano passado em Cascais, em Portugal, 20 nações já estão garantidas nos Jogos. Restam seis vagas, que serão definidas na competição neo-zelandesa. As primeiras velejadoras de países ainda não classificados ficam com a vaga.
No Mundial de 2007, Adriana terminou no 38º lugar. A última classificada na ocasião foi a argentina Cecília Saroli, 34ª. O desempenho de Adriana, porém, só não foi melhor porque ela estava na fase final de preparação para o Pan do Rio, no qual conquistou a medalha de bronze, e as duas raias tinham condições de vento muito diferentes, com ventos fracos no Brasil e fortes em Portugal.
Além de Adriana, outras quatro brasileiras também disputam o Mundial, que será disputado de terça-feira, até o dia 20 do mesmo mês: Fernanda Decnop, Odile Ginaid, Patrícia Raulino e Roberta Rosa Borges.