UOL Olimpíadas 2008 Notícias

11/03/2008 - 08h33

Veteranos são os que têm mais chance de vaga no boxe brasileiro

Antoine Morel
Em São Paulo
Os pugilistas Myke Carvalho e Washington Silva têm a chance no Pré-Olímpico de Trinidad e Tobago, o primeiro torneio classificatório das Américas que começa nesta terça-feira, de repetirem o feito de quatro anos atrás.

Arquivo Folha
Washington Silva, da categoria até 81 kg, é um dos veteranos da seleção brasileira
ORIENTAÇÃO VIRÁ POR TELEFONE
O Brasil não tem até agora nenhuma vaga assegurada no boxe e luta nas onze categorias para chegar aos Jogos Olímpicos de Pequim. Em Atenas, foram cinco vagas conquistadas.

Veteranos das Olimpíadas de 2004, Myke e Washington estão nas categorias que têm mais vagas abertas. O primeiro, com 24 anos, atua na categoria até 64 kg e tem que lutar pelo pódio para se classificar aos Jogos.

"O Myke é campeão sul-americano e não deve ter problemas de classificação. Tem três vagas nessa e três vagas depois. Tem toda possibilidade de classificação", analisa o técnico da seleção João Carlos Soares.

Terceiro colocado no Pan, Myke caiu na primeira luta em Atenas. Para chegar a Pequim, precisa ficar entre os três primeiros em Trinidad e Tobago ou entre os três melhores do segundo Pré-Olímpico, na Guatemala, em abril.

Washington Silva, da categoria até 81 kg, tem as mesmas chances de Myke e tenta uma nova chance para apagar Atenas-2004. Na época, o pugilista foi derrotado na estréia depois dele mesmo reconhecer que havia tido sorte na chave.

"Na 81kg, os colombianos evoluíram bastante. O cubano desta categoria é bom também. O Washington já lutou com ele e diz que já dá para ganhar. Disse em Santo Domingo [no torneio preparatório] que dá para ganhar. A primeira coisa é ele ter confiança nele", afirma Soares, treinador de Guiné-Bissau e com formação como técnico em Cuba.

Medalhista de ouro no Pan, feito que o Brasil não conseguia desde 1963, Pedro Lima (até 69 kg) também é uma aposta de Soares para uma vaga. Para chegar às Olimpíadas, ele tem que terminar na primeira ou segunda colocação em Trinidad e Tobago nesta semana ou torcer pelo mesmo resultado na Guatemala.

"Pedro Lima é muito bravo. E tem uma freqüência de golpes bastante boa", elogia o treinador, que emenda: "Todo mundo tem chance. Estamos treinando e trabalhando. Estamos bem fisicamente", completou.

Rival da final nos Jogos do Rio de Lima, o norte-americano Demetrius Andrade já garantiu a vaga depois de conseguir a medalha de ouro no Mundial de Chicago em setembro do ano passado.

Na categoria até 69 kg, o maior adversário seria Erislandis Lara, que desistiu de disputar o Pan quando fugiu da Vila no Rio. Achado, ele foi levado a Cuba e nunca mais esteve com a equipe de boxe nacional.

Compartilhe: