O representante brasileiro da classe Laser nas Olimpíadas de Pequim começa a ser decidido neste sábado, no Rio de Janeiro, em meio à polêmica. A classe foi a única ausente da Seletiva Brasil de Vela que terminou na semana passada e definiu os olímpicos das classes Star, Finn, 470 feminina e RS:X masculina e feminina.
A justificativa oficial é de que o Mundial da classe, disputado na Austrália, coincidia com a seletiva. Para os velejadores, porém, com duas datas, a competição passou a permitir disputa dupla. Isso permitiria, por exemplo, que Robert Scheidt, octacampeão mundial da Laser e campeão mundial da Star, disputasse a seletiva nesta semana caso não conquistasse a vaga na Star - ao lado de Bruno Prada, Scheidt foi campeão da seletiva, na semana passada.
"Eu entendo o que foi feito, mas não concordo. A Confederação e o Comitê optaram por fazer, pela primeira vez, as seletivas separadas, muito em função do Scheidt. Eu entendo que os melhores do Brasil devem estar nas Olimpíadas, mas não concordo com essa separação", diz o catarinense Bruno Fontes, favorito à vaga, reserva de Scheidt em Atenas-2004.
A mudança, porém, fez com que Fontes torcesse, na semana passada, por antigos rivais. Após terminar o Mundial da Austrália no 11º lugar, ele acompanhou, pela internet, o desempenho de Scheidt na Star e Eduardo Couto na Finn. Ambos conquistaram o título e carimbaram passaporte para Atenas.
"Torci pelos dois e fiquei feliz com a vitória de ambos. O Couto é meu maior rival na Laser, anda bem em todos os tipos de vento e será um adversário forte. Mas vai velejar mais relaxado, já que a vaga olímpica já é dele", diz Bruno.