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22/02/2008 - 16h44

Ainda sem representante, Laser já domina vela brasileira em Pequim

Bruno Doro
Em São Paulo
A Laser é a única classe ainda sem representante brasileiro definido para a competição de vela das Olimpíadas de Pequim. Os laseristas, como são chamados os velejadores da classe, porém, já dominam a seleção brasileira que vai para a China.

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Octacampeão mundial da Laser, Scheidt vai para Pequim na Star, ao lado de Prada
Divulgação
Eduardo Couto já garantiu vaga na Finn, mas vai tentar a classificação na Laser
FONTES RECLAMA DE SEPARAÇÃO
HERDEIRO DE SCHEIDT É FAZ-TUDO
COUTO TENTA SEGUNDA VAGA
Das 7 tripulações brasileiras que já garantiram vaga nas Olimpíadas, três estão intimamente ligadas à classe. Sem contar o representante da própria Laser, que será definido até domingo, e a representante da Laser Radial, que ainda tenta a classificação no Mundial de Miami.

O maior exemplo desse fenômeno é Robert Scheidt. Representante da Star ao lado de Bruno Prada, Scheidt fez seu nome na Laser, com três medalhas olímpicas e oito títulos mundiais.

Na classe 470, o gaúcho Fábio Pillar foi campeão mundial de Laser Radial em 2005. Na Finn, o caso é ainda mais próximo. Eduardo Couto, que ganhou a vaga, é laserista convicto - foi campeão mundial de Laser Radial em 2004. Segundo o próprio, só disputou a seletiva de Finn para ganhar ritmo para a de Laser, que começa neste sábado.

"A classe Laser é uma das mais fortes do Brasil, até por causa dos resultados do Scheidt. E essa equipe olímpica mostra isso, com muito laserista. Tem um preconceito, mas estamos superando isso. No 470 mesmo, o Fábio e o Samuca (Samuel Albrecht) pegaram o barco de última hora e conseguiram a vaga. Na Star o Robert já tem grandes resultados", conta Bruno Fontes, favorito para a conquista da vaga a partir deste sábado.

A explicação para essa tendência quem dá é o próprio ícone da classe. Robert Scheidt admite que a Laser é pode ser considerada o kart da vela. "É uma comparação válida. Nas competições, o equipamento que você usa é fornecido pela organização, o que deixa as condições iguais e acaba fazendo diferença a qualidade do velejador. É uma classe que te dá muito 'feeling' de vela", explica o octocampeão mundial.

Na seletiva que começa neste sábado, os favoritos são, além de Fontes, o baiano Matheus Tavares e o carioca Couto - que veleja já com a vaga na Finn garantida.

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