16/02/2008 - 17h35
Entre estudo e Olimpíada, escola sai perdendo para velejadora
Bruno Doro
No Rio de Janeiro
Aos 17 anos, a carioca Patrícia Freitas está perto de dois momentos marcantes em sua vida. Em agosto, vai disputar as Olimpíadas pela primeira vez. Um pouco antes, em junho ela deve terminar o ensino médio. O estudo, porém, pode sair perdendo.
"Eu estou no último ano da escola. E como é uma escola americana, o ano acaba em seis meses. Mas com todas as viagens e treinamentos que a equipe olímpica deve fazer na Europa, acho difícil conseguir a freqüência mínima", admite a garota.
Repetir de ano, porém, é algo que ela espera não sofrer. "Eu vou conversar com o diretor. Eu vou disputar as Olimpíadas, não é um campeonato qualquer. Acho que ele vai entender", diz a garota, que conquistou, na última quinta-feira, a vaga brasileira na classe RS:X feminina em Pequim.
Outro que enfrenta problemas para conciliar estudo e esporte é Jorge João Zarif. Paulista de 15 anos, ele está muito perto de abandonar o sonho olímpico de velejar em Pequim para não perder o ano em sua escola.
Ele acaba de conquistar o vice-campeonato da Seletiva Brasil de Vela na classe Finn. Perdeu a vaga olímpica por apenas um ponto, mas teria uma segunda chance de chegar aos Jogos a partir do próximo domingo, quando começa a seletiva da classe Laser.
"Eu até queria (disputar a seletiva em outra classe), mas se eu fizer isso, vou repetir de ano", diz o velejador, a grande revelação da competição que terminou na última sexta-feira, no Rio de Janeiro.