15/02/2008 - 11h03
Velejadores fazem acordo para decidir última vaga olímpica na na água
Bruno Doro
No Rio de Janeiro
Após horas de discussão na noite de quinta-feira e manhã de sexta-feira, os velejadores decidiram que a vaga olímpica da classe Finn será decidida na água. Jorge João Zarif e seu pai, Jorge Zarif, além de Eduardo Couto e César Gomes Neto decidiram retirar os protestos que poderiam acabar com a competição.
Nesta sexta-feira serão disputadas as últimas duas regatas da Seletiva Brasil de Vela, que define a equipe olímpica brasileira em Pequim. A classe Finn é a única em que a decisão ainda não saiu.
Couto está perto da vaga, com três pontos de vantagem sobre o paulista Jorge João Zarif, de apenas 15 anos. Couto tem 17 pontos perdidos e Zarif, 20. Para se classificar, o carioca Couto precisa apenas chegar atrás do paulista nas duas regatas programadas para esta sexta.
A polêmica começou na tarde de quinta-feira, quando Jorginho Zarif e seu pai apresentaram um protesto contra o carioca Eduardo Couto e o catarinense César Gomes Neto. A alegação dos Zarif é de que Couto e Neto não estão inscritos na classe Finn no Brasil.
Com isso, os dois estariam competindo irregularmente na Seletiva Brasil de Vela. Um representante da Associação Brasileira da Classe Finn apoiou o protesto, mas a comissão de regata julgou a reclamação improcedente.
Mesmo assim, as discussões seguiram até a manhã desta sexta-feira, quando os velejadores chegaram a um acordo. Além do protesto dos Zarif, Gomes Neto também apresentou, e depois retirou, um protesto contra Jorge Zarif, quinto colocado na seletiva, acusando o veterano paulista de jogo de equipe para beneficiar o filho, que é vice-líder.