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13/02/2008 - 18h19

Após trombadas na água, Lars e Scheidt fazem acordo contra tapetão

Bruno Doro
No Rio de Janeiro
Lars Grael e Robert Scheidt travaram uma disputa acirrada dentro da água, incluindo colisões para montar uma das bóias na primeira regata desta quarta-feira. A briga poderia acabar na sala de protestos, com um julgamento feito pela comissão de regatas. Para evitar que a decisão da Seletiva Brasil de Vela fosse para o tapetão, porém, os dois fizeram um acordo de cavalheiros.

"Eu sou de uma geração que trata a vela como um esporte de cavalheiros. Terminar em uma sala de protesto não seria certo. Não seria bom para a imagem da seletiva e achamos melhor deixar a escolha para a água", explicou Lars Grael, de 44 anos. "A melhor forma para o campeonato é essa, de não ter nenhum protesto", completa Scheidt, de 34 anos.

Com a decisão conjunta, o Pré-Olímpico de vela pode terminar já nesta quinta-feira. Scheidt, ao lado de seu proeiro Bruno Prada, venceu uma regata nesta quarta-feira e terminou em segundo lugar em outra, passando a 18 pontos perdidos. Já são seis de vantagem sobre Grael e Marcelo Jordão, com 24 pontos.

A seletiva prevê a realização de 14 regatas, das quais 10 já foram realizadas. A partir da 11ª prova, todos os velejadores descartam os dois piores resultados da competição. Com os descartes, a vantagem de Scheidt cairia para cinco pontos.

"A vantagem deles é considerável. Com dois descartes (que começam a ser contados a partir da primeira regata de quinta-feira), passa a ser cinco pontos. E cinco pontos em quatro regatas, mesmo que a gente vença todas, já dependemos de fatores externos, de colocar um barco entre nós, para vencer. Acontece que a cada dia tem menos barcos", reclama Grael.

Na classe Star, 12 barcos começaram a competição, mas apenas seis velejaram nesta quarta-feira. Na quinta-feira, Peter Ficker e Arthur Lopes, que venceram uma regata nesta quarta-feira, não vão competir, deixando a raia com apenas cinco veleiros.

"Com mesmo barcos, fica um campeonato mais difícil de tirar ponto. Se você fizer uma regata péssima, tira apenas um quarto lugar, o que não é muito ruim. Mas, ao mesmo tempo, cada posição que você consegue tirar, vale muito proporcionalmente", diz Scheidt.

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