"Meu objetivo é voltar para a Star o mais rápido possível". A experiência em uma nova classe está sendo frustrante para o bicampeão olímpico Marcelo Ferreira. Disputando a Seletiva Brasil de Vela, que define os representantes do time brasileiro nas Olimpíadas, a bordo de um barco da classe Finn, ele já sabe que, em um mês, volta para o Star, em que conquistou seus principais títulos.
"A seletiva está sendo duríssima para mim. Estou velejando muito mal. E não é o barco, sou eu. Eu que não estou me saindo bem. Não me adaptei à Finn. Vou velejar até o final [da competição], mas sem pretensão nenhuma de resultado", disse o velejador de 42 anos.
A data do retorno já está marcada. Entre os dias 26 de fevereiro e 7 de março, ele estará nos Estados Unidos disputando a tradicional Baccardi Cup. Será sua primeira regata na classe Star desde o fim da parceria com Torben Grael, no ano passado.
Seu parceiro será o espanhol Roberto Bermudez, com quem velejou a Volvo Ocean Race a bordo do Brasil 1. Os dois podem ser parceiros também no Mundial da classe, em Miami, nos Estados Unidos, em abril. A definição, porém, depende da federação espanhola de vela, que ainda não confirmou se Bermudez vai tentar a classificação olímpica.
"Se tudo der certo, velejamos juntos a Baccardi Cup e o Mundial. O Mundial ainda é uma incógnita porque a Federação Espanhola ainda não definiu se ele vai tentar a vaga olímpica. Se ele for velejar com um novo proeiro, eu vou ser técnico da nova dupla", explicou o velejador.
Pequim, porém, está praticamente descartada. A chance é pequena mesmo como técnico do time brasileiro, vaga que admitiu estar interessado quando Torben Grael, seu parceiro de 20 anos na Star, anunciou o fim de sua campanha olímpica ainda em 2007. "Eu não fui convidado [para ser técnico do time olímpico], mas não quero. Só vou se for para ajudar. Para passear, não quero", conta o velejador.