A dupla Robert Scheidt e Bruno Prada deixou a água na segunda-feira com cara de poucos amigos. Para que a cena não se repita nesta terça-feira, os dois preparam mudanças. Após perder a liderança da Seletiva Brasil de Vela, no Rio de Janeiro, a dupla campeã do mundo da classe Star mexeu no barco e na mente.
Os dois conversaram com o técnico Cláudio Biekarck e alteraram ajustes no mastro da embarcação. Com isso, devem ganhar mais possibilidades para fazer o barco render nas condições de ventos fracos que estão marcando a seletiva do time olímpico brasileiro até agora.
"A gente vai fazer ajustes, de coisas que achamos que podem ser melhoradas, mas nada substancial. Agora não é mais hora de fazer grandes invenções. Mas alguns ajustes têm de ser feitos", admite o proeiro Bruno Prada.
A razão do descontentamento foi o rendimento na segunda-feira. Atuais campeões mundiais, eles terminaram as duas regatas atrás do novo líder, Lars Grael, e do campeão mundial de 1989, Alan Adler. Além disso, na segunda prova ainda ficou atrás de Gastão Brun. Tudo isso depois de quatro regatas em que terminaram sempre entre os dois primeiros.
"Com ventos médios e fracos, todo mundo veleja com a mesma velocidade. Quem acerta mais acaba ganhando e é difícil recuperar após erros como os que cometemos", diz Scheidt. "Agora, temos que velejar atrás do prejuízo", diz o velejador paulista, bicampeão olímpico e oito vezes campeão mundial da classe Laser.
Lars Grael, velejando com Marcelo Jordão, lidera a competição com 11 pontos perdidos. Scheidt e Prada são vice-líderes com 13. Alan Adler e Ricardo Ermel estão em terceiro, com 26. A seletiva vai até sábado, com previsão de disputa de 14 regatas. Até agora foram disputadas seis.