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12/02/2008 - 08h25

Em nova classe, Scheidt retoma parceria que o levou ao topo

Bruno Doro
No Rio de Janeiro
Octocampeão mundial e bicampeão olímpico na classe Laser, o paulista Robert Scheidt disputa, desde o último sábado, seu primeiro pré-olímpico na classe Star, ao lado do proeiro Bruno Prada. Para não perder a chance de ir para sua quarta Olimpíada seguida, ele adotou o caminho mais vitorioso que conhece: reatou a parceria com Cláudio Biekarck.

Lenda da vela brasileira, dono de oito medalhas em Jogos Pan-Americanos, Biekarck foi técnico de Scheidt durante sua carreira na classe Laser. Foi ao lado do veterano velejador que o paulista conquistou seus principais títulos.

Com Klaus, como Biekarck é conhecido na vela, Scheidt superou, por exemplo, o trauma de perder a medalha de ouro na última regata olímpica em Sydney-2000 e, no ano seguinte, faturar o quinto título mundial na Irlanda.

"O Klaus sempre me acompanhou e é bom ter a presença dele aqui. Ajuda bastante", diz Scheidt, sempre contido. A importância do mentor, hoje com 56 anos, porém, é ainda maior do que as palavras de Scheidt.

Na segunda-feira, após um dia cheio de erros, Scheidt perdeu a liderança da Seletiva Brasil de Vela para Lars Grael. Após as duas regatas do dia, ele, Prada e Biekarck conversaram sobre melhorias no barco. Muito mais do que mudanças, o que ajudou foi discutir os erros cometidos.

"Ele é um cara que passa muita tranqüilidade, é um cara muito inteligente. Um cara que com certeza tem muito para ajudar nessa campanha. Foi uma grata surpresa ele poder estar aqui", elogiou Bruno Prada.

A volta de Biekarck foi gradativa. Em 2007, ele fez quatro sessões de treinos com a dupla. Foi também no passado que a parceria Scheidt e Prada atingiu o topo da classe Star, com os títulos do Mundial da Isaf (Federação Internacional de Vela) em Cascais, Portugal, e da Pré-Olímpica de Qingdao, evento teste na raia em que será disputada a competição de vela de Pequim-2008.

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