31/01/2008 - 18h11
Herdeiro de Scheidt, Fontes vai ao Mundial em meio à maratona
Do UOL Esporte
Em São Paulo
O catarinense Bruno Fontes, que herdou a vaga de titular da equipe permanente de vela brasileira na classe Laser do supercampeão Robert Scheidt, embarca nesta quinta-feira para a Austrália. Na Oceania, ele disputa o Mundial da classe Laser, na cidade de Terrigal, a partir do dia 5 de fevereiro, no meio de uma verdadeira maratona.
Em 2008, ele já venceu o Campeonato Brasileiro, em João Pessoa, na Paraíba, e foi vice-campeão do Sul-Americano, em Buenos Aires, na Argentina. Depois do Mundial, Fontes volta correndo para o Brasil, para disputar, a partir do dia 22 de fevereiro, o Pré-Olímpico nacional, que vai definir o representante brasileiro da classe Laser nas Olimpíadas de Pequim.
Apesar da correria, Fontes garante que a competição na Austrália vai ajudá-lo no Rio de Janeiro, onde será disputada a seletiva. "Vou aproveitar a competição para treinar para a seletiva e comparar meu desempenho aos outros velejadores da elite mundial", explica Fontes.
Em Terrigal, Fontes espera melhorar o desempenho em relação ao Mundial de Cascais, no ano passado. Apesar de ter conquistado a vaga para o Brasil nas Olimpíadas de Pequim, o catarinense terminou apenas na 20ª posição.
"Estou muito confiante, no meu melhor ano. Vou para tentar o título. Tenho consciência que é difícil, pois a disputa é muito equilibrada. mas não é impossível", garante o velejador, que terminou em sétimo lugar no Mundial de 2006.
Na Austrália
Bruno Fontes será o oitavo brasileiro competindo em Mundiais de vela na Austrália nesse ano. A Oceania vai organizar, somente em 2008, campeonatos mundiais de nove das 11 classes olímpicas. Desses, cinco serão na Austrália.
Já foram disputados, em janeiro, os Pré-Olímpícos da classe 49er, no qual os brasileiros André Fonseca e Rodrigo Duarte conquistaram a vaga para Pequim, Finn, que não contou com nenhum representante do país, e 470 masculino e feminino. Entre os homens, três duplas tentaram a classificação olímpica, que ficou com os gaúchos Fábio Pillar e Samuel Albrecht, que terminaram na 28ª posição.
Na Nova Zelândia já foi disputado o Mundial da classe RS:X (masculino e feminino) e ainda estão marcadas as competições de Tornado (22/2 a 1/3) e Laser Radial (13/3 a 20/3), na cidade de Auckland. As únicas duas classes que não terão mundiais disputados na Oceania são Yingling (8/2 a 15/2) e Laser (7/4 a 18/4), ambos em Miami, nos EUA.