O primeiro dos mundiais pré-olímpicos da vela brasileira será o da classe 49er. Veterano de duas Olimpíadas, o catarinense André Fonseca pede união das três duplas brasileiras em Sorrento, na Austrália, para garantir a classificação brasileira.
Ao lado de Rodrigo Duarte, Fonseca foi sexto colocado nos Jogos de Atenas e veleja na classe há sete anos. Os outros brasileiros são Rafael Gagliotti/ Henrique Gomes e Marcelo Bellotti/Sidney Bloch, que estão desde o início do mês em Melbourne, se adaptando ao fuso horário e às condições climáticas, mas disputam seu primeiro Mundial de 49er.
"O segredo é não competirmos um contra o outro, para ver quem é que vai ser o melhor brasileiro. O objetivo tem de ser conquistar a vaga olímpica para o Brasil", diz Fonseca. "Quando esse objetivo estiver alcançado, aí sim vale uma briga caseira. Mas temos de trabalhar juntos para que o Brasil se classifique", completa.
A Confederação Brasileira de Vela já anunciou que, nas classes em que o Brasil não conquistou a vaga olímpica antecipadamente, como a 49er, os velejadores que ganharem a vaga nos Mundiais Pré-Olímpicos estão automaticamente classificados para os Jogos.
Apesar da experiência, Fonseca e Duarte, titulares da seleção olímpica, tiveram dificuldades na preparação. Além da tradicional falta de patrocínio, os dois não tiveram rivais para medir força nos treinamentos. As outras duplas que estão na Austrália são de Santos e treinam juntas.
"Apesar de nossa preparação ter sido isolada, treinamos muito. Como não tivemos um adversário para medir nossa forca nos treinamentos, só vamos descobrir aqui o resultado do trabalho. Mas o empenho e a dedicação foi grande e temos condições de chegar à vaga", explica Fonseca.
Dupla já tem programação olímpicaCaso fique com a vaga, Fonseca e Duarte já têm sua programação pronta para a preparação para as Olimpíadas de Pequim. "Alcançando o índice Olímpico, a preparação será intensa. Teremos oito eventos ate os Jogos Olímpicos e visaremos um treinamento de pouco vento devido às condições do local (Qingdao, onde será disputada a competição de vela). Não pararemos de treinar em nenhum momento e o tempo será mais que suficiente para se chegar à China com boas chances de resultado", explica Fonseca. "Na verdade nossa Olimpíada começa agora".