A vela brasileira começa nesta madrugada uma verdadeira maratona. No ano das Olimpíadas de Pequim, a equipe olímpica do país tem pela frente, nos próximos dois meses, sete Campeonatos Mundiais que valem vaga nos Jogos.
| MUNDIAIS PRÉ-OLÍMPICOS |
|---|
| 49er: 2/1 a 9/1, em Melbourne/AUS |
|---|
| RS:X: 10/1 a 20/1, em Oackland/NZL |
|---|
| Finn: 20/1 a 29/1, em Melbourne/AUS |
|---|
| 470: 21/1 a 30/1, em Melbourne/AUS |
|---|
| Laser: 5/2 a 13/2, em Terrigal/AUS |
|---|
| Yngling: 8/2 a 15/2, em Miami/EUA |
|---|
| Tornado: 22/2 a 1/3, em Oackland/NZL |
|---|
| Laser Radial: 13/3 a 20/3, em Oackland/NZL |
|---|
| Star: 7/4 a 18/4, em Miami/EUA |
|---|
|
CAOS ADMINISTRATIVO EM 2007 |
FONSECA: UNIÃO POR VAGA |
SPARRINGS DAS MULHERES |
O primeiro deles é o da classe 49er, que vale cinco vagas em Pequim. A competição começa na madrugada desta quarta-feira, em Sorrento, uma pequena cidade próxima à Melbourne, na costa leste da Austrália.
O calendário pré-olímpico segue agitado nos mares da Oceania, com Mundiais da classe RS:X (prancha a vela, masculino e feminino) em Oackland, na Nova Zelândia, a partir do dia 10, da Finn, a partir do dia 20, e da 470 (masculino e feminino), dia 21, ambos em Melbourne.
Em fevereiro estão marcados o Mundial de Laser (dia 5, em Terrigal, na Austrália), Yngling (dia 8, em Miami, nos EUA) e Tornado (22, em Oackland). Completam o calendário de Mundiais de 2008 o de Laser Radial (13 de março, na Nova Zelândia) e Star (18 de abril, em Miami).
Na vela, as vagas são conquistadas pelo país em duas oportunidades. No Mundial conjunto da Isaf (a federação internacional de vela), que foi disputado em julho de 2007, e nos mundiais de cada uma das classes olímpicas de 2008.
O Brasil já garantiu vaga em seis classes: Star, RS:X (masculina e feminina), 470 (feminina), Laser e Finn. Nelas, a Confederação Brasileira de Vela realizará uma seletiva nacional entre os dias 9 e 15 de fevereiro - a exceção é a Laser, que escolherá o representante brasileiro em Pequim uma semana depois, para que a seletiva não coincida com o Mundial.
Nas outras, a Confederação já anunciou que a dupla que conquistar a vaga para o Brasil, conquista automaticamente a classificação olímpica. Na 49er, por exemplo, 13 nações já garantiram vaga no Mundial da Isaf. Para ir às Olimpíadas, uma das três duplas brasileiras que estão na Austrália precisa ficar entre as cinco primeiras nações classificadas que ainda não estão garantidas.
"A conta é complicada porque a maioria dos países que esta classificada tem mais de um barco que anda na frente. Pelas minhas contas, se conseguirmos ficar entre os 25 primeiros, conquistaremos a vaga", diz o catarinense André Fonseca, veterano das Olimpíadas de Sydney-2000 e Atenas-2004.