Longe da "marca mágica", Maurren usa música e foge da internet pera tentar bi olímpico

José Ricardo Leite
Do UOL, em São Paulo

  • Caio Guatelli/Folhapress

    Maurren Maggi comemora seu ouro nas Olimpíadas de Pequim

    Maurren Maggi comemora seu ouro nas Olimpíadas de Pequim

Medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, a saltadora brasileira Maurren Maggi ainda está, em 2012, distante de “marca mágica” estabelecida por ela para conquistar o bi ou conseguir subir ao pódio em Londres.

Durante sua preparação para os Jogos, ela disse acreditar que se pular a mais do que 7 m deve conseguir brigar por medalha no salto em distância. “7 m dá para conseguir medalha. Estou treinando, e se sair tudo direitinho, perfeito, sairão os 7 m lá [em Londres]. É marca para medalha”, falou ao UOL Esporte.

A atleta ganhou o ouro ao saltar 7,04 m em Pequim. Mas foi a última vez que passou a barreira da “marca mágica” estipulada para conseguir medalha. Em 2012, tem em sua melhor marca 6,85 m, que a coloca como a 26ª melhor da temporada.

Oito atletas já passaram da marca dos 7 m este ano, algumas mais de uma vez. A principal favorita ao ouro, a americana Brittney Reese, já saltou a 7,15 m.

Em 2008, Maurren fez sua melhor marca já no primeiro salto e jogou pressão sobre suas concorrentes. A russa Tatiana Lebedeva, principal rival, chegou aos 7,03 m no último salto e ficou com a prata.

E para voltar a repetir o fato de fazer sua melhor marca justo no momento mais importante, nada melhor do que repetir os mesmos rituais da última edição olímpica. Muita música nos dias que antecedem a prova, para relaxar, fuga da internet e conversa só com quem possa ajudar.

“Ouço bastante música, um dia antes estou sempre pensando no que tenho de fazer de melhor pra ir bem e mentalizando a corrida, o salto. Isso sempre deu certo”, falou.

“Evito pizza, refrigerante, não ligo internet e evito entrevistas. Falo só com quem for me fazer bem e acho que possa somar. Se resume a quem tenho dentro da pista e minha família”, continuou.

Outra condição que, segunda ela, ajuda a melhorar o desempenho, é sentir o frio na barriga. “Isso é legal, é legal, é bom ter aquela vontade de competir. Precisa saber dosar a ansiedade para não atrapalhar. Mas eu gosto de ter um frio na barriga. Se eu não tiver um frio na barriga, não salto.”

Maurren Maggi
Maurren Maggi


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