Na última entrevista antes de morrer, nadador norueguês falou em competir até 2016

Do UOL, em São Paulo*

Morto na última terça por conta de uma parada cardíaca, Alexander Dale Oen rasgou elogios ao campo de treinamento em que estava e falou até em ir aos Jogos Olímpicos de 2016 na última entrevista que concedeu. A conversa do nadador norueguês com o site Swimming World aconteceu na semana passada, na piscina do clube no Arizona em que aconteceria, dias depois, o incidente fatal.

“Definitivamente eu quero ir ao Rio de Janeiro em 2016. Meu treinador diz que eu posso ir até os 37 anos, mas não acredito muito. Primeiro penso em Londres, depois vamos ao Rio”, disse Dale Oen, que morreu aos 26 anos, na ocasião.

O incidente com o norueguês chocou o mundo da natação. Medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e campeão mundial dos 100 m peito no ano passado, em Xangai, ele era um dos favoritos da prova para Londres, neste ano.

Dale Oen foi encontrado morto no chuveiro após um treino em Flagstaff. A morte por conta de uma parada cardíaca sensibilizou alguns de seus principais rivais, entre eles Felipe França. “Que o Deus de Israel, o Deus Todo-Poderoso, Jesus Cristo nosso senhor abençoe com paz a vida familiar do nadador Alexander Dale Oen”, escreveu o brasileiro no Twitter.

“Não vou segurar minhas lágrimas. Estou consternado pela morte de um amigo querido e um grande rival. Descanse em paz, Alex”, disse Kosuke Kitajima na rede social o campeão olímpico dos 100 m peito em Pequim, justamente à frente do norueguês.

Na conversa com o site especializado, Dale Oen ainda chegou a elogiar a estrutura do campo de treinamento onde estava. “É minha décima vez aqui em Flagstaff [cidade do Arizona onde ele estava]. A piscina é boa, estar aqui no campo de treinamento também é muito bom, porque a cidade tem tudo o que você precisa e dá para ficar focado só no treino”, disse o nadador.

Dale Oen era considerado um herói na Noruega por ter ganhado o ouro no Mundial do ano passado poucos dias depois do massacre político comandado por Anders Behring Breivik, que vitimou 77 pessoas em sua terra natal. “Na época foi muito difícil. Vários dos mortos eram crianças. Eu tentei tirar algo bom disso. Pensei: “Vou tentar fazer uma boa prova. Se uma ou duas pessoas se sentirem melhor, para mim já vai ser bom’”, disse o nadador. 

*Com agências internacionais

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